Como testar a emissão de NFS-e por API sem emitir nota de verdade
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Testar o caminho feliz de uma integração de NFS-e é fácil: manda uma nota, ela volta autorizada. O que quebra em produção é o resto: a Sefin que demora, a conexão que cai no meio, a rejeição com um código que ninguém tinha visto. Na API da Sudrel existem duas ferramentas para testar isso antes do primeiro cliente real, e elas servem para coisas diferentes.
A chave de teste emite de verdade
A chave de teste (começa com sdr_test_) manda a nota para o ambiente de testes do Sistema Nacional da NFS-e, a produção restrita, com o certificado real da empresa. A nota é validada pelas mesmas regras de uma nota de verdade e volta autorizada ou rejeitada pelo próprio Sistema Nacional, mas não tem valor fiscal.
- Não cobra e não consome a franquia do plano.
- Não envia e-mail para o tomador.
- Não aparece no painel, para não misturar teste com nota real.
- Usa uma série de DPS própria, separada da numeração das notas reais.
É o teste certo para descobrir se os dados da sua empresa e do seu serviço passam nas regras do Sistema Nacional. O ambiente de testes vale para empresas que emitem pelo Emissor Nacional: prefeitura com sistema próprio não oferece um.
O simulador testa o que dá errado
O ambiente de testes do Sistema Nacional raramente falha quando você precisa que ele falhe. Para isso existe o simulador: com o cabeçalho X-Sudrel-Simular, a nota segue os mesmos estados, a mesma linha do tempo e os mesmos webhooks de uma nota real, sem ir à Sefin. Os cenários:
- Autorização lenta, para testar a resposta 202 e a espera.
- Rejeição com o código oficial que você escolher.
- Timeout depois de autorizada: a conexão cai, a recuperação consulta a DPS, acha a nota e ela fica autorizada uma vez só.
- Sefin fora do ar, com a nota esperando e sendo reenviada quando volta.
- Processamento prolongado, com o aviso e o webhook correspondentes.
- Falha de transmissão em dois sabores: quando a DPS certamente não saiu e quando não dá para saber se saiu.
- Nota aguardando confirmação.
Qual usar e quando
Use a chave de teste sem o simulador para validar dados: cadastro da empresa, código de serviço, tributação. Use o simulador para validar o seu código: se ele trata o 202, se não reenvia uma nota que está transmitindo, se reage certo a cada webhook. Os dois juntos cobrem o que costuma ser descoberto só depois de ir ao ar.
Perguntas frequentes
Preciso de uma empresa separada para testar?
Não. A chave de teste usa a empresa real, com o certificado real. O que muda é o ambiente de destino e a série da DPS.
O simulador funciona com chave de produção?
Não. Com a chave de produção, pedir uma simulação devolve erro 422: uma nota simulada nunca pode existir em produção, onde toda nota vai de verdade ao destino fiscal.
Onde vejo o que o meu sistema mandou?
No painel, o log de requisições guarda por 30 dias o que o seu sistema enviou e o que a Sudrel respondeu, com senhas e segredos mascarados.
A referência completa de cada cenário está na documentação da API, e o resumo do que a integração entrega, na página de emissão de NFS-e por API.
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