← Blog
Emissão de NFS-ePlanilhaValidação

O que a conferência da planilha faz antes de emitir

· 5 min de leitura

Emitir nota fiscal é irreversível na prática: sai errada, o conserto é cancelamento ou substituição, e ambos deixam rastro. Por isso a planilha passa por uma conferência completa antes de qualquer coisa ser enviada ao destino fiscal.

O que é conferido

  • Se cada linha tem os campos obrigatórios preenchidos.
  • Se o CPF ou CNPJ do tomador é válido, e se o cadastro dele pode ser recuperado.
  • Se o valor é um número interpretável e maior que zero.
  • Se o código de serviço informado existe na lista nacional.
  • Se a combinação de tributos faz sentido para o regime da empresa emissora.
  • Se o endereço do tomador está completo o suficiente para a nota.

Erro não interrompe a planilha inteira

Uma linha com problema não impede as outras de seguirem. O resultado da conferência é por linha, com o campo e o motivo, e boa parte dos erros vem com a orientação de como corrigir.

Isso importa em planilha grande: em mil linhas, três erradas não podem bloquear as novecentas e noventa e sete corretas. Veja como corrigir erro em linha específica.

A conferência acontece antes do envio, não depois. A diferença é que um erro apanhado aqui custa uma correção na tela; o mesmo erro apanhado depois custa um cancelamento de nota.

Quanto tempo leva

Depende do tamanho. Planilhas pequenas são conferidas em segundos; planilhas de milhares de linhas levam alguns minutos, porque parte da conferência envolve consultar dados cadastrais de cada tomador. O progresso aparece na tela com o total e quanto já foi processado, em vez de uma barra genérica.

Perguntas frequentes

A conferência emite alguma nota?

Não. Ela só lê, valida e prepara. Nenhuma nota é enviada ao destino fiscal até você mandar emitir.

Posso corrigir a planilha e subir de novo?

Pode, mas geralmente não é necessário: dá para corrigir as linhas com erro direto na tela, sem refazer o arquivo.

A conferência garante que a nota vai ser aceita?

Ela elimina a maior parte das recusas previsíveis, mas o destino fiscal tem a palavra final e pode ter regras municipais próprias. O que a conferência garante é que o erro bobo não chega lá.